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HISTORIAL - 1985 «» 1986 «» 1987-9 «» 1990-3 «» 1997 «» 1998-06

Com um ano de existência (1985) e, comemorando o seu aniversário, fez a sua aparição, na então Vila do Porto Novo, estreando a peça teatral «Problemas d´Família» que caiu no agrado dos espectadores que acorreram em massa ao recinto «5 de Julho». Durante aproximadamente doze meses, a companhia esteve preparando e ensaiando para que pudesse apresentar um trabalho de qualidade. Mesmo assim, lá ia apresentando alguns skaches, nalgumas localidades do interior do Concelho e na então vila, mas sem grandes proporções.

Com o convite, em 1986, para participar na Feira – Romaria «Ó Nhes Gente», em São Vicente, no recinto da Enapor, o Grupo superlotou o referido espaço (cerca de quatro mil espectadores), tendo apresentado a peça acima mencionada. Os elogios vinham de toda a parte e o público presente não se cansou de aplaudir a grande exibição proporcionada.
Devido à várias solicitações, foi obrigado a repetir o espectáculo que quase duplicou a lotação anterior. Neste mesmo ano foi convidado a deslocar à São Nicolau aonde apresentou a aludida peça que também foi repetida em Ribeira Brava e Tarrafal.Dilema - O Rabo da Bruxa - capa DVD

Em 1987, já se preparava para a rodagem desta criação que só veio a acontecer em 1989. No entanto, estava na forja a segunda peça teatral, intitulada «O Rabo da Bruxa». Com a sua estreia, em 1988, nas ilhas de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau e Santiago, Juventude em Marcha regressava a Santo Antão para a rodagem da primeira peça do Grupo, intitulada «Problemas d´Familia», de autoria de Jorge Martins. Com a sua apresentação pela então Televisão Nacional de Cabo Verde, a trupe passou a ser mais conhecida tendo sido imediatamente convidada a participar no FITEI (Festival Internacional do Teatro de Expressão Ibérica), Porto, Portugal, de 30 de Maio à 10 de Junho de 1990.

De regresso à Cabo Verde, recebeu um novo convite para a rodagem da segunda peça «O Rabo da Bruxa», também de autoria de Jorge Martins, que se efectivou em Agosto de 1990. Em Setembro, deslocou-se à Holanda, Luxemburgo e França para cumprir uma calendarização de espectáculos, da qual foi convidado. Aproveitou esta digressão para a reprodução de quatro mil cópias destas duas obras que esgotaram imediatamente no mercado nacional e internacional.

Estando em Cabo Verde, viria a criar a terceira com o título «Canjana», também do referido progenitor e sido convidado para uma outra sessão do FITEI, de 20 de Maio à 10 de Junho de 1993, tendo desta feita apresentado esta peça que retrata a estiagem e as sucessivas fomes da década de 40. A sua participação neste festival viria a coincidir com as crises em Timor Leste, onde a comunicação social portuguesa, aproveitando de algumas cenas da peça estabelecia a relação entre as referidas passagens e a situação dramática por que passava a população timorense. Devido ao sucesso alcançado neste festival, foi convidado a deslocar aos Estados Unidos da América e ao Canadá, tendo somado doze espectáculos com apresentação de «Canjana» e «O Rabo da Bruxa», todos com lotação esgotada. Recorda-se que o convite dos EUA partiu da comunidade cabo-verdiana radicada em Machachuster, liderada pelo Doutor Rosendo Évora e o de Canadá pela comunidade portuguesa radicada em Toronto.

Terminada a digressão que durou cerca de seis meses, onde, na altura, já o grupo laborava como profissional, voltou novamente à Europa para uma série de espectáculos na Holanda, França, Luxemburgo e Bélgica. A estadia durou dois meses e cumpriu integralmente uma agenda de dez espectáculos, sempre com as salas repletas de gente. Regressa à Cabo Verde onde viria a cumprir mais uma agenda sobrecarregada de espectáculos nas ilhas de Santo Antão, S. Vicente, São Nicolau, Sal, Boavista e Santiago.

 

Com a desprofissionalização e a consequente reintegração dos membros nos respectivos Ministérios, a trupe viria a reduzir o seu campo de acção. Pois, o factor tempo e a sobrecarga de trabalhos já não permitiam que os membros pudessem produzir o necessário para a satisfação das solicitações que chegavam aos montes na sede. É de se reconhecer que a profissionalização, que durou apenas dois anos (de 1992 à 1994), deu possibilidades ao grupo de rentabilizar as suas acções e de aperfeiçoar as técnicas e artes de representar.

 

As digressões para a Europa aconteciam anualmente, por altura do verão, até que em 1997, a OMS (Organização Mundial de Saúde) o submeteu a um desafio que consistiria na dramatização de uma peça teatral, a quarta, abordando a temática Sida, como forma de sensibilizar e esclarecer a opinião pública do flagelo que assolava o mundo. Assim, desabrochava «Rebent n é nov´déd» (Rebento não é novidade), para apresentações nos palcos de Cabo Verde. A revista «Dilema» viria a ser encenada e gravada pela televisão nacional. As produções coroadas de êxitos viriam a espalhar pelos quadrantes do globo.

Em 1998, Juventude em Marcha viria a prosseguir com as suas pesquisas pelas diversas ilhas do país para a criação de peças teatrais abrangendo várias temáticas relacionadas com a vivência sócio-histórica e cultural das populações. Os oito anos que se seguiram (até 2006) foram de árduo e intenso trabalho, mas que produziram os seus frutos. Com a compilação dos dados criou-se, pela ordem cronológica as seguintes 10 peças: sofrimento e amargura, a luta pela sobrevivência, vida sem tréguas, horrores de uma madrasta, o preço de um contrabando, destino cruel, a deus o que é de deus e ao diabo o que é do diabo, preto no branco, herança & jazidas de boca de pistola.  Ler mais » Peças/Teatro


Todas as peças foram bem acolhidas pelos espectadores em todos os países por onde o grupo passou
 

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